Enunciado: Auxiliar as equipes técnicas das empresas a ‘vender’ projetos com atributos socioambientais, considerando as externalidades, impactos e ganhos envolvidos a fim de comunicar o valor da sustentabilidade e apoiar a tomada de decisão da alta direção.

Contribuições co-criadas pelo grupo a partir de 4 projetos-piloto:

  • recomendações para profissionais interessados/as em fortalecer ou construir narrativas de projetos a serem apresentados para suas lideranças e para áreas financeiras das empresas;
  • aprendizados alcançados ao longo do processo, os quais podem inspirar outras experiências e esforços; e
  • indicações de caminhos para outras iniciativas e pesquisas voltadas a contribuir para que socioambientais sejam priorizados na disputa interna por recursos, sejam eles financeiros, materiais, técnicos, assim como por equipe dedicada.

Essas contribuições são apresentadas aqui, mais adiante, nas seções “4. Narrativas empresariais de projetos de sustentabilidade” e “5.Recomendações e caminhos futuros”.

Representantes das seguintes empresas membro das iE participaram desse Desafio, e contribuíram para processo de aprendizagem envolvido, que culmina nas contribuições aqui apresentadas: Algar Telecom, Ambev, Aglo American, Atvos, Basf e Fundação Espaço ECO, Bradesco, Braskem, Brookfield Energia Renovável, CBA, CPFL Energia, Enel Brasil, CTG, Duratex, Ecorodovias, EDP, Enel, Grupo Boticário, Itaú, Leroy Merlin, Santos Brasil e Tim.

Ouça o podcast da apresentação no Fórum das iE em que o grupo conta sobre as motivações para trabalhar esse desafio, resume o percurso do ano e destaca alguns componentes das narrativas, assim como os principais aprendizados alcançados:

1. O desafio de priorização dos investimentos em sustentabilidade


Ao mesmo tempo que existe um interesse crescente em incorporar aspectos sociais e ambientais na gestão e na tomada de decisão, tal processo é percebido pelas companhias como um desafio complexo. Nos últimos anos, diversas iniciativas, ferramentas e métodos foram desenvolvidos para auxiliar as empresas na inclusão de aspectos socioambientais em seus processos, a exemplo do International Integrated Reporting Council (IIRC), da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), do Environmental Profit & Loss (EP&L), da iniciativa Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE) e do Retorno sobre o Investimento (ROI) de Sustentabilidade.

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2. Panorama: conceitos, métodos e ferramentas


Ao longo do percurso de ‘descida do U’, em que são acessados conteúdos e referências diversos sobre os temas em foco, a fim de se questionar premissas e pré-conceitos e se munir de repertório, foram acessados diferentes métodos e ferramentas voltados à melhoria da gestão e a apoiar tomadas de decisão sobre investimentos embasadas em informações sobre riscos e impactos sociais e ambientais.

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3. Percurso: do desafio às contribuições


O percurso do grupo, da compreensão do desafio à construção das narrativas, com destaque os principais marcos de aprendizagem, reflexão e tomada de decisão coletivas, foi representado em um infográfico.

“Entendemos que há desafios comuns a todas as empresas, de todos os setores. A troca de experiências com o grupo, com os especialistas e jurados, poder ter acesso a um olhar diferente e incorporá-los na nossa narrativa também é uma experiência enriquecedora” (participante)

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4. Narrativas empresariais de projetos de sustentabilidade


A partir de uma chamada às empresas participantes por projetos candidatos a serem pilotos para a construção de narrativas de venda interna, foram escolhidas quatro iniciativas: Arborização+Segura (projeto da CPFL), Demarch+Efficiency (Basf), Energia Social (Atvos) e Mudança na tecnologia de disposição do resíduo da bauxita (CBA). A construção das narrativas partiu do cálculo dos ROI de sustentabilidade, ao qual foram adicionadas outras camadas de argumentos de base qualitativa e quantitativa.

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5. Lições aprendidas e recomendações


A partir da experiência de construção das narrativas, o grupo chegou a recomendações que podem ajudar outros profissionais interessados em realizar o mesmo exercício para um programa, projeto ou iniciativa de sustentabilidade. As recomendações podem, inclusive, ser úteis a construção de narrativas empresariais efetivas em geral, envolvendo outros temas e lideradas por diferentes áreas de negócios.

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Referências


Acesse as referências do projeto.

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EXPEDIENTE / AUTORIA
Coordenação Geral
Mariana Nicolletti (FGVces)
Coordenação Técnica
Annelise Vendramini (FGVces)
Autoria
Mariana Nicolletti (FGVces) e Camila Yamahaki (FGVces)
Co-autoria
Camila Stefano (Atvos), Daniela Mendonça (Algar Telecom), Lígia de Lima Carvalho (CPFL), Mônica Alcântara (Atvos), Natália Ribeiro Cruz (Enel), Raquel Martins Montagnoli (CBA), Tiago Egydio (Basf/Fundação Espaço Eco)
Colaboração
Dorothee Polzer (CTG), Natalia Cury (Brookfield Energia), Sasha Sampaio (Brookfield Energia)
Coordenação Gráfica
Oscar Freitas (FGVces)
Como citar
FGVces (2019). Desafios da sustentabilidade para os negócios: contribuições das Iniciativas Empresariais. Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola
de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. São Paulo, SP.